8.24.2009

A lua de Agosto


Autor: Foto Google

É de raízes que nos fala esta luz
cuja existência se perde
no coração frio da água.
Ouço e não ouço,
entro sem entrar
na serenidade
do mar estendido
do silêncio ao risco da noite.
O voo de uma ave
sombreia a lua de Agosto,
tudo se aproxima.
Realidade
que as nossas vidas não alcançam.

Jeanette L.Clariond

8.05.2009


Autor:Vóny Ferreira

... Este Verão ensina-me
que a solidão descansa
e cresce numa mão...

Ulla Hahn

7.27.2009

Moments


Autor(a) Hugo F. Matos

Meu amor
Não quero mais palavras rasgadas
Nem o tempo cheio de pedaços de nada
Não me dês sentidos para chegar ao fim
Meu amor só quero ser feliz..

Mafalda Veiga em Estrada

6.30.2009

É tua dou-ta


Autor: Foto google

Quando
me exigem o universo
e não se é deus
olho o céu
com o dedo
na estrela da meia-noite
entre os dois moinhos
no luar do monte
é tua dou-ta
porque amor é seu nome

Daniel Sant'Iago

3.09.2009



... Quebrando em dois o amor insuficiente
Eu nunca pedi nada porque era
Completa a minha esperança

Sophia de Mello Breyner Andresen

3.02.2009


Autor(a) Pedro Fernandes

... "Volta", pedira ela,
sem saber qual o monte
de mais eco.

Ana Luísa Amaral

2.26.2009



Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.


António Ramos Rosa

2.18.2009


Autor(a) Nuno Manuel Baptista

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida......
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece...

Vinicius de Moraes

1.19.2009


Autor: Fernando Almeida

"... SEI, COMO TODOS NÓS SABEMOS,
como pesa o tempo vencido sobre alguém
que se aventura a descrevê-lo.
É um eco a esfumar as palavras, uma ironia
que nos contempla de longe, um pudor."...

José Cardoso Pires

1.12.2009


Autor: Hugo Trigo

... A minha tristeza é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei.
Amo.
Amo em total abandono...

António Ramos Rosa